O plano da Empresa Jari Florestal tem 545.000 hectares, e fica na fronteira do Pará com o Amapá.

A FSC (certificação ambiental) Internacional suspendeu certificação da Empresa Jari Florestal. Denúncias de envolvimento em lavagem de créditos florestais, queixas trabalhistas e de violência contra as comunidades tradicionais, onde ela opera pesaram em favor da suspensão da principal certificação ambiental do mundo. O plano aprovado este ano tinha validade até 2019. A empresa já havia sido multada pelo Ibama em 6 milhões de reais por irregularidades e fraudes em documentos.

Exploração de madeira na região do Jari. R. Almeida\2015.

A medida foi publica no começo do mês no site do FSC Internacional. O Selo Verde, como é conhecida a sigla FSC – Forest Stewardship Council – (Conselho de Manejo Florestal, em português).  Leia AQUI

A assessoria do FSC Brasil confirma a informação, e esclarece que a chancela foi suspensa para a exploração de madeira nativa. A suspensão até que demorou, tendo em vista que um dos pré requisitos para obtenção do selo, é o cumprimento da legislação. A demora levanta suspeitas em relação a confiabilidade dos selos e da própria certificação, tão falada e vendida como a solução para a sustentabilidade do Manejo Florestal na Amazônia e em outras regiões como Indonésia e Malásia, onde o FSC atua.

A empresa não conta mais com assessoria de imprensa. Todos os e-mails enviadas solicitando informações sobre o assunto retornaram. No telefone de contato com a imprensa, agora funciona como institucional. A pessoa que atende não sabe informar quem poderia esclarecer sobre a suspensão da certificação.

A Sysflor, empresa que certificou o plano da Jari Florestal, não atende ligações. Até o momento não houve resposta do email enviado solicitando informações.

A Jari Florestal

A presença da Jari Florestal na Amazônia data de tempos ditatoriais.  O multimilionário estadunidense Daniel Ludwig foi o beneficiário dos financiamentos públicos para um complexo agroindustrial que desmatou mais de 200 mil hectares de floresta densa. O Grupo paulista Orsa é quem controla o empreendimento atualmente.

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