Suzano anuncia o início da produção de fraldas no Brasil

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O Brasil sairá da condição de importador de fraldas descartáveis e absorventes e passará a ser exportador

SUZANOA Suzano Papel e Celulose garantiu há pouco mais de duas semanas o posto de primeira produtora de celulose fluff, usada em fraldas descartáveis e absorventes, do Brasil e também de primeira fabricante do mundo desse tipo de matéria-prima com uso da fibra de eucalipto.
Em 18 de novembro, com antecedência em relação ao cronograma original, a companhia iniciou a produção da chamada Eucafluff na fábrica de Suzano, em São Paulo, após seis anos de pesquisa e desenvolvimento e mediante investimentos de R$ 30 milhões.

A entrada no mercado de fluff faz parte da estratégia de diversificação dos negócios da Suzano, que recentemente anunciou um pacote de investimentos de mais de R$ 1,6 bilhão que inclui ainda a estreia em mais um segmento, o de papéis para fins sanitários (tissue).
O plano prevê, entre outros projetos, a construção de duas máquinas de tissue nas fábricas do Maranhão e da Bahia, com capacidade de produção de 60.000 toneladas por ano cada e desembolso total estimado em R$ 425 milhões.

Para estar apta à produção de 100.000 toneladas por ano de fluff, a Suzano realizou ajustes em uma máquina de papel de imprimir e escrever. O equipamento, agora do tipo “flex”, poderá ser usado para a fabricação de papel ou de celulose fluff conforme o momento do mercado. “É uma quebra de paradigma, mais uma inovação da Suzano, assim como foi a produção de papel de imprimir e escrever com 100% fibra curta na década de 50”, disse o diretor de Operações da companhia, Ernesto Pousada.

Conforme o executivo, a curva de aprendizagem da máquina flex deverá ser cumprida em quatro ou cinco meses, quando todos os parâmetros esperados devem ser atingidos. O Brasil passará da condição de importador de fluff – hoje toda a matéria-prima consumida no país é importada – à posição de exportador a partir das operações da Suzano e da Klabin, que deve iniciar a produção desse tipo de celulose em março do ano que vem. A Klabin utilizará a fibra longa no processo produtivo e terá capacidade instalada para 400.000 toneladas por ano.

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