Mitos e fatos do setor de papel e celulose

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Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Ibá - Indústria Brasileira de Árvores
Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Ibá – Indústria Brasileira de Árvores

No Brasil, 100% da produção de papel tem origem em árvores plantadas para esse fim, que possuem ciclo de colheita e plantio anual, processo que contribui também para preservar matas nativas. Ainda assim, a frase “antes de imprimir, pense no meio ambiente” continua na moda e nas assinaturas de vários e-mails corporativos.

A expressão causa impacto, cria a ilusão de um forte compromisso ambiental e ainda deixa um peso na consciência pelo uso do papel. O que poucos sabem é que o papel de florestas plantadas e seu consumo não prejudicam o meio ambiente.

O papel vem da árvore sim, mas não desmata florestas nativas, pelo contrário: as árvores plantadas recuperam áreas degradadas previamente pela ação do homem, e contribuem para preservar a biodiversidade por meio de técnicas como o plantio em mosaicos, no qual árvores para fins industriais se intercalam com as nativas, criando corredores ecológicos.

Até mesmo a colheita é feita de forma pensada, com resíduos das árvores (cascas e folhas), sendo deixados no local para conservar a qualidade do solo.

Dessa forma, o setor de florestas plantadas atua rigorosamente na proteção ao meio ambiente, preservando 0,65 hectare de mata nativa para cada hectare cultivado para fins industriais, acima do exigido pela lei brasileira. Isso sem falar de parcerias para recuperação de habitats como a mata atlântica, envolvendo os investimentos das empresas e a participação de pequenos produtores e ambientalistas com o objetivo de recuperar 15 milhões de hectares da floresta até 2050.

As florestas cultivadas de forma sustentável por indústrias de papel, celulose e painéis de madeira retiram quantidade significativa de CO2 da atmosfera, gás que permanece armazenado nos produtos derivados dessas árvores. Apenas em 2014, os 7,7 milhões de hectares plantados foram responsáveis pelo estoque de cerca de 1,7 bilhão de toneladas de dióxido de carbono.

Outra vantagem do uso do papel é o fato deste ser reciclável, ou seja, grande parte retorna ao ciclo produtivo após o consumo. O Brasil está entre os maiores recicladores de papel do mundo. Em 2014, foram reciclados 4,6 milhões de toneladas do produto.

Assim, as empresas que utilizam árvores plantadas se tornaram referência mundial e, por usar matéria-prima de origem renovável, a indústria não gera grande quantidade de resíduos perigosos. O papel é, em realidade , um produto sustentável, feito com fontes renováveis certificadas e que gera benefícios para o meio ambiente por meio da mitigação das emissões de carbono e reciclagem.

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