Distância média entre florestas e linhas de produção da Fibria em Três Lagoas será de 95 km

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“O raio médio de distância entre as florestas e o parque fabril da Fibria no Projeto Horizonte 2 é de 91 km atualmente, destacando-se como um dos pontos de grande competitividade de nossas florestas.

Com a expansão de capacidade, esperamos chegar a um raio médio de 95 km, que continua sendo baixo, conferindo uma posição bastante favorável no custo de madeira”, informou Tomás Dandrea Balistiero, gerente geral florestal da Fibria no Mato Grosso do Sul. Além do raio médio baixo, o custo de madeira praticado pela Fibria situa-se entre os menores do mundo em função do terreno plano e da disponibilidade de terras na região. De acordo com Balistiero, os 9 milhões de hectares de pastos degradados no Mato Grosso do Sul representam a grande oportunidade de expansão da base florestal da Fibria.

fibria horizonte 2 mudasAtualmente, a companhia dispõe de uma área total de 342 mil hectares, somando plantios de eucalipto (120 mil hectares) e florestas nativas (222 mil hectares). Para o plano de expansão, a meta é adicionar às florestas plantadas mais 164 mil hectares. Ele revela que o início do investimento na base florestal destinado à expansão aconteceu em 2010 e contribuiu com a to mada de decisão da empresa, anunciada em maio último. “Já temos um adicional de 105 mil hectares para atender à nova linha de 1,75 milhão de toneladas de celulose por ano. Os 59 mil hectares que faltam para completar a demanda da Linha 2 serão arrendados”, adiantou.

Sobre o modelo de arrendamento adotado, Balistiero esclareceu que se trata de uma tendência que deve predominar na indústria nos próximos anos. Apesar de o modelo convencional adotado há alguns anos ser representado por áreas próprias em sua totalidade, hoje a realidade é outra: o arrendamento da terra com produção de recursos próprios aparece como boa opção. O fomento desponta como mais uma alternativa, representado por um modelo em que a terra e a madeira não são de propriedade da empresa, que desfruta apenas da opção de compra.

Outra possibilidade – também adotada pela Fibria no momento – diz respeito a áreas arrendadas que ficam suspensas por um período e recebe investidores parceiros para usar essas florestas no período e, em seguida, ofertar a madeira produzida. “Tínhamos áreas arrendadas para o projeto que ficaram suspensas por um período. Enquanto o projeto não era efetivado, recebemos investidores para usar essas florestas. Eles nos darão a opção de compra da madeira”, detalhou ele. “O que deve se consolidar nos próximos anos é o arrendamento com plantio Fibria, somado à compra de madeira do mercado e ao modelo de arrendamento com produção de florestas por meio de parceiros”, completou o gerente geral florestal da Fibria sobre o planejamento de longo prazo da empresa.

Até o final do ano passado, a Fibria contratou mais de 400 pessoas para acelerar o programa de formação de floresta.

As equipes foram encarregadas dos plantios e da manutenção dos 59 mil hectares restantes para o atendimento completo da segunda linha de produção da Unidade Três Lagoas. Neste ano, a empresa dará início à formação de operadores e mecânicos para estratégia de colheita destinada ao Horizonte 2. “Temos um centro próprio de capacitação técnica de operadores e mecânicos. Contamos também com o auxílio da infraestrutura do Senai para formar esses profissionais, que normalmente são pessoas da região”, disse Balistiero, citando mais um aspecto a conferir competitividade à empresa. “Há alguns anos, não tínhamos esse know how da etapa de colheita consolidado, o que acarretava uma série de dificuldades para formar tais profissionais. Hoje, com expertise própria, esse aspecto está totalmente solucionado.

Nosso modelo de formação para operador inclui aulas teóricas e com simuladores, além de treinamento em campo, já com os equipamentos, que totalizam um período médio de seis meses”, exemplificou.

Os investimentos do Projeto Horizonte 2 incluem ainda um novo viveiro. Enquanto o atual produz 12 milhões de mudas por ano, o novo terá capacidade de produção de 43 milhões. “O viveiro, que estamos chamando de Fábrica de Mudas, é absolutamente moderno, composto por uma tecnologia de produção de flores importada da Holanda.

Deve ser adotado até o final de 2017 e começar a operar efetivamente em 2018”, adiantou o gerente geral florestal. Os materiais genéticos plantados pela Fibria são adequados às características da região, incluindo as condições de solo e clima. “Trata-se de uma região em que chove bem, mas em quantidade inferior a outros Estados mais chuvosos, como São Paulo. Por isso, os materiais usados na unidade são mais resistentes a déficits hídricos”, definiu Balistiero.

O programa de melhoramento genético convencional resultou em uma produtividade média de 42 m³ por hectare por ano e a 11 toneladas de celulose por hectare por ano. Ele ressaltou, no entanto, que o programa é contínuo e prevê materiais ainda mais adequados ao passar dos anos. “Os nossos modelos de pesquisa trabalham com melhoramento genético convencional e com base experimental de biotecnologia. Todas as unidades da Fibria têm a meta de atingir 15 toneladas de celulose por hectare por ano até 2025, utilizando apenas o melhoramento genético convencional.”

O manejo florestal das plantações de eucalipto da Fibria no Mato Grosso do Sul é certificado com base nos critérios do FSC®, código de licença (FSC-C100704) e do Cerflor. Ambas as certificações asseguram que a madeira utilizada pela Fibria origina-se de uma floresta onde o manejo acontece de forma consciente e sustentável, socialmente benéfica, economicamente viável e em conformidade com todas as leis vigentes aplicáveis às atividades florestais.

Fonte: Revista O Papel

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