Pau-rainha, uma espécie fixadora de nitrogênio no solo

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Nas matas do estado de Roraima, onde o bioma é a Savana, existe uma árvore que só é conhecida por lá. Não se tem registro do aparecimento dela em outras regiões brasileiras. É o Pau-rainha, uma madeira de cor laranja, muito bonita e cobiçada pelos predadores do Brasil. Essa árvore poderá, em breve, servir para reflorestamento de áreas degradadas daquele estado.

O trabalho inclui o desenvolvimento de protocolo para produção de mudas, etapa importante, já que a planta poderá ser incluída em programas de recuperação de áreas desmatadas da região Norte, atendendo o novo Código Florestal Brasileiro.

A Embrapa está fazendo um belo trabalho de pesquisa com o Pau-rainha, que poderá ajudar nossos pequenos produtores daquele estado. É sobre essa árvore que o programa Nossa Terra conversou com a pesquisadora da Embrapa Roraima Krisle da Silva. Segundo a pesquisadora, existe um uso indiscriminado da madeira e, por isso, ela corre o risco de ser extinta futuramente. Um dos usos mais frequentes do Pau-rainha é para a construção de cercas em áreas agrícolas, moradias indígenas, para fazer queimas e até para a fabricação de corantes.

Além disso, a árvore é utilizada para reflorestar áreas degradadas, conforme exigência do Código Florestal Brasileiro. “De acordo com o código, a gente tem que recompor uma área com pelo menos 50% de espécies que são nativas da região”, destacou.

Krisle da Silva explicou o Pau-rainha é uma leguminosa arbórea que se beneficia do processo de FBN através da simbiose com bactérias conhecidas como rizóbios, relação que está sendo estudada por pesquisadores da Embrapa desde 2010.

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“Essas leguminosas têm mais nitrogênio em sua composição, nas suas folhas. Quando essas folhas caem acabam melhorando a fertilidade daquele solo, porque há uma introdução de nitrogênio na terra, que acaba sendo essencial para o crescimento de diversas outras plantas”.

A pesquisadora ressaltou que conhecer a diversidade de bactérias associadas ao Pau-rainha facilitará a produção de mudas e a utilização dessa leguminosa em manejos sustentáveis e programas de recuperação de áreas nativas desmatadas, sem a introdução de espécies exóticas na região.

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