A criação de um Plano Estadual de Conservação e Cultivo Florestal foi o tema de uma audiência pública realizada na terça-feira (05), no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). Na ocasião, foram debatidas políticas públicas, planejamento e princípios sustentáveis a serem alcançados para o setor florestal no Estado. Também foram discutidas alternativas capazes de garantir oferta equilibrada com sustentação econômica, proteção ambiental e também desenvolvimento social, itens que devem compor as diretrizes do plano.

Para o líder do Bloco Parlamentar Agropecuário, deputado Claudio Palozi, vários ajustes devem ser realizados com a vigência do novo Código Florestal. Segundo ele, o Estado tem muitas regiões com florestas nativas intactas e outras áreas com a implementação do reflorestamento. Por isso a necessidade de um plano estadual que ajude na orientação dos proprietários rurais a buscarem soluções seguras e que garantam também o retorno necessário.

Na avaliação do coordenador estadual de produção florestal do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Amauri Ferreira Pinto, as políticas públicas voltadas para o setor têm que fornecer ferramentas para que os produtores também tenham a chance de produzir florestas em suas propriedades.

Também participando do encontro, o diretor-executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), Carlos Mendes, afirma que é preciso desenvolver políticas públicas que ofereçam oportunidades para que as indústrias cheguem às regiões de plantio de florestas. Cita o exemplo de empresas que ao buscarem se instalar no Estado, procuram regiões como Curitiba ou Ponta Grosa, por conta da infraestrutura. Apontou que é importante o Paraná desenvolver políticas de incentivo a produção de florestas em outras regiões, para que as indústrias possam ir para essas áreas, salientando a necessidade de se investir em infraestrutura.

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