Nesta semana, em que são comemoradas importantes datas em prol do meio ambiente no País – 21/9 é o dia da árvore e 22/9, o da defesa da fauna -, a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) chega com expressivas marcas que contribuem diretamente para a proteção dos ecossistemas naturais e da sua biodiversidade, incluindo a fauna. Os resultados conquistados pelo setor trazem ainda outros inúmeros benefícios como a mitigação das mudanças climáticas, por meio da remoção de CO2eq da atmosfera e a proteção das nascentes, além de gerar diversos produtos que impulsionam os índices econômicos do Brasil.

Atualmente, o setor contribui com a existência de 13,23 milhões de hectares de árvores, incluindo as plantadas para fins industriais e de conservação, “é como se metade do Estado de São Paulo estivesse coberto por árvores plantadas ou protegidas pela Indústria de Árvores Plantadas” comenta Elizabeth de Carvalhaes, Presidente Executiva da Ibá.

Deste total, mais de 5,4 milhões de hectares são protegidos em extensões naturais por meio de Áreas de Preservação Permanente (APPs), de Reserva Legal (RL) e Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs). Neste cenário, o Brasil destaca-se como o país onde o setor de árvores plantadas mais protege as áreas naturais, em que para cada hectare plantado com árvores para fins industriais, outro 0,7 hectare é destinado à preservação de ecossistemas naturais.

Os outros 7,8 milhões de hectares de árvores provém das plantações para fins industriais que tem papel fundamental na construção da economia verde brasileira. Elas são fontes de diversos produtos essenciais e presentes no dia a dia do consumidor, que vão desde os mais evidentes, como papel, móveis e pisos laminados até produtos de beleza, medicamentos, alimentos e roupas, passando pelo carvão vegetal e embalagens, alimentando também setores como a indústrias gráfica, química, têxtil e farmacêutica e a construção civil. Em um futuro desafiador onde existe a necessidade de garantir o suprimento de matéria-prima para todos os usos da madeira utilizando-se de uma nova economia de baixo carbono, a solução passa pelas florestas plantadas.

  • Higiene: desinfetantes, desodorizantes, sabões.
  • Farmacêuticos: inalantes, repelentes naturais, produtos de higiene bucal, estimulantes de secreção nasal, aromatizantes e saborizadores, filtros de purificação.
  • Alimentícios: aromatizantes, emulsificantes, espessantes, produção de mel.
  • Químicos: solventes (aguarrás), vernizes, tintas, esmaltes, colas, adesivos, secantes, explosivos, borracha sintética, isolantes térmicos, tintas para impressão, ceras e graxas.
  • Energia: lenha e carvão vegetal.
  • Agrícolas: substratos para mudas e plantas, sementes.
  • Bens de Consumo: ferro-gusa (insumo para a produção do aço) e bicombustíveis.
  • Papel e Celulose: papel para impressão, papel higiênico, fraldas e absorventes, embalagens.
  • Madeira: móveis, caixotaria e páletes, chapas e painéis, pisos laminados, molduras, estacas e moirões.
  • Óleos: Cineol, Felandreno, Citronela, Piperitona.

O uso de produtos que provém de fontes renováveis contribui para um consumo consciente e para geração de uma economia de baixo carbono. “Neste sentido é fundamental que a sociedade compreenda que 100% de matéria-prima proveniente da base florestal plantada, bem manejada, possui característica renovável, não tendo qualquer relação com desmatamento” enfatiza Elizabeth. “As práticas de manejo das florestas partem do princípio que seus bens e serviços devem ser sustentáveis, a diversidade biológica conservada e os impactos socioeconômicos positivos”, completa.

E quando realizada de forma adequada, através da construção de mosaicos de florestas naturais entremeados às florestas plantadas de produção, o setor também colabora diretamente para a preservação da fauna e da flora brasileira, assegurando seus serviços ambientais, como a biodiversidade e a restauração de corredores ecológicos. Este último favorece a circulação das diferentes espécies, garantindo alimentação e abrigo. As florestas devem fornecer produtos suficientes para o mercado consumidor e, ao mesmo tempo, manter habitat para a fauna.

A importância dos produtos provenientes da floresta plantada aumentou ainda mais, principalmente após a recente assinatura da ratificação do Acordo do Clima pelo Brasil, que selou os compromissos do País. Entre eles estão a meta de restauração e reflorestamento para fins múltiplos de 12 milhões de hectares de florestas até 2030 e o incentivo a integração de culturas, florestas e pecuária, saltando dos atuais 2 milhões de hectares para 5 milhões.

“Para que o País cumpra estes novos objetivos, é fundamental criar mecanismos e politicas de incentivo ao consumo de produtos com características sustentáveis – renováveis, recicláveis e de baixo carbono -, como é o caso dos produzidos a partir da Indústria de Árvores Plantadas”, conclui Elizabeth.

SOBRE A IBÁ

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas, do campo à indústria, junto a seus principais públicos de interesse. Lançada em abril de 2014, representa 60 empresas e nove entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas – painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa -, além dos produtores independentes de árvores plantadas e investidores institucionais. Saiba mais em www.iba.org.

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