Bacia do Rio Doce vai ganhar 20 milhões de mudas para reflorestamento

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Resplendor (MG) - Imagem aéra mostra a a lama no Rio Doce, na cidade Resplendor ( Fred Loureiro/ Secom ES)

Do total de 40 mil hectares, 10 mil devem passar realmente pelo processo de plantação de mudas e outros 30 mil serão naturalmente recuperados.

Quase um ano e meio após a tragédia de Mariana, em Minas Gerais, a Fundação Renova estuda a plantação de mudas em torno da bacia que abastece o Rio Doce, atingido profundamente pelo rompimento da barragem da Samarco. Serão 40 mil hectares de reflorestamento, com o uso de mais de 20 milhões de mudas nativas, principalmente da Mata Atlântica.

A estimativa inicial é da fundação, que é responsável por gerir os programas ambientais vinculados à tragédia. O custo pode chegar a R$ 1,1 bilhão.

Do total de 40 mil hectares, 10 mil devem passar realmente pelo processo de plantação de mudas. Os outros 30 mil serão por meio de estímulo à recuperação natural, com o cercamento de áreas propícias à regeneração própria, cercamento e recuperação de nascentes e retirada de plantas que competem com esse processo, como as que alimentam gado.

Segundo o especialista em recuperação de nascentes e florestal da Fundação Renova, Felipe Tieppo, 5 mil nascentes serão recuperadas no total. Até o momento apenas 500 já estão em processo.

“Dos 40 mil hectares, o prazo para entrega são dez anos. Das cinco mil nascentes, temos que entregar 500 por ano. Não recuperadas, mas com toda a atividade de recuperação concluída”, explica.

Acordo

A recuperação faz parte de um acordo entre a Samarco, as acionistas, Vale e BHP Billiton, o governo federal e os governos de Minas Gerais e Espírito Santo. O rompimento aconteceu em novembro de 2015, quando foi liberado no meio ambiente mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos, matando 19 pessoas, devastando a vegetação nativa e poluindo o Rio Doce.

No momento, nenhuma muda foi plantada ainda. Na verdade o que é realizado atualmente é a coleta de sementes e a contratação de viveiros e capacitação dos profissionais, que disponibilizarão as mudas. Além disso também é feito um estudo das áreas que serão priorizadas e e são mais importantes para a recuperação dos mananciais.

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